quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Almoço de Oxalá

Quem mora na Bahia ou quem bem conhece suas tradições sabe que em janeiro acontece uma das maiores festas de rua, afora o carnaval, na cidade de Salvador: a Festa de N. Senhor do Bonfim, ou no sincretismo afro-baiano, Oxalá, o mais poderoso Orixá do Candomblé.
Para a Igreja Católica uma das novenas mais concorridas e que conta com a devoção da maioria da nossa população. Para o Candomblé, a segunda quinta feira de janeiro é dia de lavar as escadarias da Igreja plantada no alto da Colina Sagrada - com muita água de cheiro e o axé de centenas de baianas. Esta é uma festa onde católicos e povo de santo se unem na fé e na alegria, promovendo uma imensa procissão de quase 2 milhões de pessoas, por 8 km, durante todo o dia. No trajeto, muito samba, muita brincadeira e muita devoção.
O Axé realizou uma pequena formação à véspera da "lavagem do Bonfim" (14/01), para que seus educandos conhecessem melhor a história da festa e tradição centenária do povo baiano.
Com direito a oferenda, e um almoço cujas iguarias deixariam Oxalá muito satisfeito!
Na ocasião, foram entregues às crianças os sapatinhos da promoção realizada pela KLIN durante o Natal, onde a cada par adquirido pelos seus clientes, o mesmo modelo era doado a uma criança do Projeto Axé.




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Em visita a Salvador em 17 de novembro, o ministro da Cultura do Benin, Valentin Djenowtin e o embaixador do país africano no Brasil, Isidore Monsi, acompanhados do cônsul honorário do Benin, Marcelo Sacramento, foram recebidos pelo secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer, João Carlos Bacelar, e pela presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Isa Maria de Souza Silva na Casa do Benin – espaço administrado pela FGM. Presentes tanmbém o secretário municipal da Reparação, Ailton Ferreira, e o assessor de Rel Internacionais, Leonel Leal.

 
As autoridades foram recepcionadas com uma roda de capoeira, apresentada por alunos do Projeto Axé. Encantados com a apresentação, fizeram questão de tirar fotos com as crianças e experimentar os instrumentos musicais utilizados pela dança, como o berimbau e o atabaque.


 
Emocionado com a Capoeira, o ministro destacou a importância do aprendizado da cultura africana como meio de retirar as crianças da situação de risco. “Ao ver estas crianças, eu me lembrei dos meus ancestrais, que foram deportados para outros continentes, mas fiquei feliz em ver que existem pessoas interessadas em manter a cultura africana”.

Os educadores do Axé aproveitaram a ocasião para desenvolver trabalho pedagógico com os jovens, estimulando a sua curiosidade sobre aquele país, sua relação com o Brasil, sua cultura e história.


       

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Nossa missão é envergonhar o poder público

Publicado na Revista Isto É em 07/10/2011
Por Paulo Lima - fundador da Editora e Revista Trip



O encontro entre duas figuras geniais. Um cientista e um educador? Dois educadores? Dois cientistas? Isto é arte..
 
Peço novamente licença aos leitores e aos editores desta revista para compartilhar uma experiência apaixonante que vivemos na “Trip”: o Prêmio Trip Transformadores, que desde 2007 homenageia pessoas que se dedicam a tornar o mundo menos desigual e mais inteligente. Ao longo desses anos, descobrimos que o mais incrível não era identificar e premiar essas pessoas. O melhor era promover encontros entre esses indivíduos incríveis, das mais diferentes origens e campos de atuação. Nessas ocasiões, basta deixá-los juntos. São imediatas a identificação e a tensão criativa. Assim foi com os dois homens da foto, que serão homenageados no dia 26 de outubro na cerimônia de entrega do prêmio, no auditório Ibirapuera, em São Paulo.
Cesare La Rocca é italiano e vive no Brasil há 44 anos. Já morou em Manaus, Brasília e Salvador, onde fundou e hoje coordena o Projeto Axé.
O cientista Miguel Nicolelis se divide entre a direção de pesquisas no laboratório de neurociência da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, e o Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra (IINL-ELS), na periferia de Natal (RN). Esta semana, mais uma vez deslumbrou o mundo com um novo avanço científico no caminho para devolver movimentos a portadores de lesões neurológicas. Miguel é brasileiro, mas preza suas raízes italianas.
A identificação de visões de mundo foi imediata. Tanto Cesare quanto Miguel dedicam-se a transformar a vida de crianças e adolescentes pobres do Nordeste brasileiro. Um por meio da arte. O outro, pela ciência.
Começam a conversa sobre a relação entre arte e ciência. “Leonardo da Vinci é a síntese: cientista e artista universal. Tenho a convicção profunda de que não é possível educar, nos dias de hoje, sem a arte e a ciência. Ciência é arte. Nós, no Axé, superamos a visão instrumental da arte, que diz que ela é um instrumento para se educar. Não, arte é educação, é “arteducação”, sem hífen, uma única palavra”. Como se houvesse combinado, Miguel conclui a fala de Cesare. Conta que, em seu instituto, existe uma oficina que se chama “arteciência”, onde as crianças expressam conceitos científicos por meio da arte.
“É instintivo na criança estabelecer a relação de causa e efeito. E essa abertura de expressar um conceito científico pela arte só poderia acontecer no Brasil. Não vejo isso em nenhum outro lugar.”
Se os dois comemoram a diversidade única do Brasil, por outro lado lamentam as dificuldades que o País impõe a seu povo. O Axé não vai mudar o mundo, diz Cesare, mas serve de modelo. “Se conseguirmos contaminar o poder público com experiências bem-sucedidas, mas limitadas no tempo e espaço, para que faça disso um incentivo de implementação de políticas públicas cuja característica fundamental é a universalização, então teremos sucedido.”
Nicolelis provoca. “Nossa missão (no instituto) é envergonhar o poder público, mostrando como crianças consideradas violentas e indisciplinadas, que foram rejeitadas e deixadas à margem das políticas públicas, podem evoluir.” Tanto na periferia de Natal quanto em Salvador, os projetos pedagógicos dos dois baseiam-se em oferecer amor, oportunidades e caminhos para que os jovens conquistem uma vida plena e deem vazão aos seus potenciais.
A pedra de toque do Projeto Axé é sua “pedagogia do desejo”, criada a partir de duas frases ouvidas de crianças atendidas. A primeira veio de um menino de rua de 10 anos. “Ele dizia que não tinha nada a perder. Viver ou morrer tanto fazia. O que fizemos a essa criança para que ela tivesse essa desesperança?”
A segunda nasceu após levar 50 meninos e meninas para ver o balé “O Lago dos Cisnes”, no Teatro Castro Alves, em Salvador. À saída, uma semente de desejo de ser bailarina nasceu em uma das meninas. “Por que não nós?”, ela disse.
Miguel, com tudo o que aprendeu sobre o cérebro, diz que nossa mente sabe que somos uma única espécie, sem fronteiras nem divisões políticas e econômicas. “Mas, quando o homem esquece desse preceito, ele empunha armas e vai à guerra, promovendo genocídio e tragédia.” A partir dos avanços da ciência no entendimento do funcionamento cerebral, o cientista acredita na criação de uma nova humanidade, capaz de construir uma convivência pacífica. “O segredo de uma nova sociedade é permitir que a natureza humana, que se reconhece como uma única espécie, se expresse dessa forma. Como espécie, ela é una, indissociável. No entanto, tentamos coibi-la, colocando o capital acima do trabalho e da felicidade. Para mim, a educação é o passaporte para a busca da felicidade individual e coletiva.”

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Ainda o Prêmio Transformadores 2011

Visita do Projeto FAMILIARTE ao Axé

O Projeto Axé recebeu no dia 22 de novembro a visita do GRUPO MUSICAL TAMBORES DO GORUTUBA, do Projeto Familiarte, projeto social mantido pela Faculdade Vale do Gorutuba - FAVAG e pela Fundação Vale do Gorutuba - FUNVALE, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento social, cultural e econômico da cidade Nova Porteirinha localizada em uma região extremamente carente no norte de Minas Gerais.
Trata-se de um grupo de instrumentos rítmicos construidos com materiais alternativos, oriundos do lixo e que vem se apresentando em vários eventos na sua cidade e em Janaúba, Montes Claros e comunidades rurais.


Foram 27 adolescentes e jovens na faixa etária de 11 a 20 anos, e o encontro entre eles e os jovens do Axé, partilhando música e informação podemos conferir nas fotos.


segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Compra Solidária

O Natal se aproxima e várias empresas começam a fazer promoções que aliam marketing e solidariedade.

 A KLIN CALÇADOS saiu na frente e lançou a COMPRA SOLIDÁRIA.

Comprando um calçado infantil  na loja virtual da KLIN, o mesmo modelo é doado pela empresa às crianças do Projeto Axé  e de mais três instituições.

A campanha vai até o dia 20 de dezembro de 2011.

Ajude-nos a divulgar:   http://www.lojaklin.com.br/




Centro Projeto Axé de Defesa e Proteção à Criança e ao adolescente

Av. Estados Unidos nº 161 Edf. Suerdieck 9º andar Comércio
Salvador-Bahia Brasil CEP - 40.010-020
tel: 55 71 3242-5912 fax: 55 71 3327-2262
email: projetoaxe@projetoaxe.org.br